CWB
← Notícias

Preço de venda em Curitiba recua 0,10% em junho, mas volume de transações chega a R$ 1,9 bilhão

Primeira queda mensal no ano ocorre enquanto o índice nacional avança 0,45%. Em 12 meses, a valorização ainda bate a inflação. Aluguel sobe 1,30% no mês.

Publicado em 07/07/2026 ·4 min de leitura
Preço de venda em Curitiba recua 0,10% em junho, mas volume de transações chega a R$ 1,9 bilhão
Imagem ilustrativa · Mercado & Incorporação

O mercado imobiliário de Curitiba registrou em junho de 2026 a primeira variação negativa no preço de venda de imóveis residenciais no ano: –0,10%, segundo o Índice FipeZap divulgado em julho. O resultado contrasta com o avanço de 0,60% registrado em maio e com a alta de 0,45% da média nacional no mesmo mês.

A queda coloca Curitiba ao lado de Porto Alegre (–0,51%) e Fortaleza (–0,08%) como as únicas capitais com recuo nominal em junho. Na outra ponta, Manaus (+2,06%), Vitória (+1,64%) e Brasília (+1,25%) lideraram as altas.

Primeiro semestre abaixo da inflação

No acumulado de janeiro a junho de 2026, os preços em Curitiba avançaram apenas 0,24% — bem abaixo da inflação ao consumidor no período (+3,62% pelo IPCA) e da variação nacional do índice (+2,42%). A correção após dois anos de altas expressivas era esperada pelo mercado, mas a extensão do movimento ainda será testada nos próximos meses.

Nos últimos 12 meses, porém, o cenário ainda é de valorização: +4,33%, acima da inflação acumulada (+4,90% pelo IPCA em 12 meses encerrados em junho). O preço médio de venda residencial em Curitiba ficou em R$ 11.752/m², mantendo a cidade entre as capitais mais valorizadas do país — atrás apenas de Florianópolis (R$ 13.365/m²) e Vitória (R$ 15.210/m²).

Volume de transações: R$ 1,9 bilhão no mês

O recuo nos preços pedidos não se traduziu em retração no volume de negócios. A arrecadação de ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) em Curitiba totalizou R$ 49,4 milhões em junho — dado completo do Portal da Transparência da Prefeitura. Aplicada a alíquota efetiva de 2,624%, isso implica um volume estimado de R$ 1,88 bilhão em transações imobiliárias no mês, nível próximo à média dos primeiros cinco meses do ano.

O resultado confirma que a demanda se mantém ativa mesmo diante da taxa Selic elevada. Para efeito de comparação, o volume anualizado ultrapassa R$ 22 bilhões — consistente com os dados do ITBI acumulado no período.

Equilíbrio entre altas e quedas de preço

No monitoramento do Valor Cwb — que acompanha mais de 45 mil imóveis anunciados em Curitiba — junho registrou 13.387 ajustes de preço para cima e 13.675 para baixo, um equilíbrio praticamente perfeito com leve viés de redução. O fenômeno indica que vendedores estão calibrando expectativas após o período de valorização intensa de 2024–2025.

Ao todo, 11.036 novos imóveis entraram em anúncio no mês na capital paranaense, liderados pelo Centro (1.215), Água Verde (514), Boa Vista (410) e Bacacheri (405).

Aluguel pressiona inquilinos

Enquanto o preço de venda desacelera, o aluguel segue firme. Em maio — dado mais recente disponível do FipeZap de Locação —, os preços subiram 1,30% em Curitiba, acumulando 8,59% em 12 meses. O valor médio pedido para apartamentos na cidade chegou a R$ 57,43/m²/mês, com rendimento bruto estimado em 4,78% ao ano — abaixo do retorno de aplicações de renda fixa, mas com perspectiva de compressão do spread à medida que o ciclo de juros se inverte.

Crédito e consórcio sustentam a demanda

O financiamento habitacional nacional acelerou em maio de 2026, com R$ 23,6 bilhões em concessões totais (+51,5% em relação a maio de 2025). Para Curitiba, a estimativa é de R$ 380 milhões em novos contratos no mês. O consórcio de imóveis também bateu recorde: nos quatro primeiros meses de 2026, o volume comercializado no Brasil somou R$ 104,6 bilhões (+41,4% em relação ao mesmo período de 2025), com 56.360 contemplações — alternativa crescente para compradores que querem fugir dos juros do financiamento convencional.

O que esperar

O recuo pontual de junho em Curitiba não configura inversão de tendência: a valorização acumulada em 12 meses permanece positiva, o volume de transações é robusto e o crédito imobiliário segue em expansão. O cenário sugere uma normalização após dois anos de alta intensa, com preços se ajustando à capacidade de pagamento dos compradores. O comportamento de julho e agosto — historicamente mais fracos sazonalmente — será determinante para avaliar se o ajuste é temporário ou o início de uma correção mais prolongada.

curitibamercado imobiliáriopreçosfipezapitbifinanciamentoconsórciojunho 2026
Matéria produzida automaticamente pelo Agente Redator da Valor Cwb a partir de sinais de pauta públicos, sob validação de gênero factual. Texto em apuração; dados específicos podem exigir confirmação junto às fontes oficiais.